Há dois grandes desafios a serem vencidos na execução do trabalho: a distração e a procrastinação. A distração é muito fácil de ocorrer; com tantos canais de comunicação e informações ao nosso redor, ficar sem acessar durante um tempo é dificílimo, ainda mais com o imediatismo das ações e reações do momento. Some-se a isso, os problemas pessoais e profissionais e a manutenção do foco torna-se quase impossível.

O combate a distração deve ser permanente e a disciplina é uma ferramenta poderosa para isso. Disciplina para determinar tempo exclusivo a determinadas atividades, disciplina em não acessar os canais de comunicação, disciplina em focar o pensamento no que está fazendo. Nós temos esse poder em nossa mente, basta ter força de vontade.

Outro desafio poderoso é a procrastinação o famoso “empurrar com a barriga”. Aquela “enrolada”, deixando para depois, acontece geralmente com tarefas que não gostamos ou não sabemos fazer, que são difíceis, delicadas ou chatas. São aquelas tarefas que são remarcadas dia após dia e semana após semana na agenda. Vencer a procrastinação é uma vitória pessoal que nos traz grande alegria, ver aquela atividade que lhe preocupou fora de seu caminho é ótimo. E o mais interessante é que podemos aprender muito com essas tarefas, tornando-as mais fáceis e rápidas ao longo do tempo, com a resolução delas. Algumas dicas:

  • Divida as tarefas que forem grandes e longas em partes e execute-as seguindo um cronograma
  • Planeje e separe um tempo para executá-las e foque nelas até termina-las
  • Analise a possibilidade de delegar a tarefa ou dividi-la com parceiros
  • Recompensas podem dar certo, prometa realizar algo que queira muito se finalizar a tarefa, como jantar fora, tirar um dia de folga ou se dar um presente.
  • Simplesmente aja! Não espere o “momento especial” que pode nunca acontecer. Faça agora.

Atualmente a criação de conteúdo e de dados que são gerados e distribuídos pela internet supera em muito nossa capacidade de conhece-los e analisa-los. Geramos muitos mais dados do que podemos aproveitar e pouco aprendemos com eles. De acordo com estudos, apenas 0,5% de todos os dados do mundo são analisados. Ou seja, é extremamente necessário selecionar o que se lê, ouve e assisti, caso contrário ficaremos perdidos, estressados e doente. Sugiro uma dieta da informação para uma vida mais saudável.

Mecanismos de comunicação criados para melhor e agilizar nosso relacionamento com os outros atualmente nos consomem muito tempo, como é o caso dos e-mails, do WhatsApp e das redes sociais. Precisamos fazer uma dieta de informação, eliminando tudo que for dispensável e permanecendo apenas com aquilo que for essencial. É surpreendente como precisamos de bem menos do que temos e que não fará falta. Não é fácil ter esse desapego, porque informação vicia imagine passar alguns dias sem e-mail, WhatsApp e redes sociais…. Parece impossível, mas não é. Tente dedicar um dia por semana para não acessar esses meios. E não se preocupe, se algo for realmente importante ligarão para você.

 

Necessitamos nos desligar por algum tempo das conexões sociais digitais e vivermos o que realmente é importante, presencialmente com as pessoas, com a família e consigo mesmo.

 

Organizando as informações

Organizar informações começa na seleção de quais delas são importantes, quais delas são prioritárias para aquele momento. A grande oferta de informações gratuitas ou por pequenos valores nos transformaram em grandes acumuladores. Com conteúdo que pouco são analisados e colocados na prática. Estamos tendo uma overdose de informações diariamente!

Organização aumenta a produtividade, economiza tempo e nos proporciona viver o que realmente é importante.

A automação nos dias de hoje proporciona uma redução expressiva de nossas ações, produtividade e economia de tempo e dinheiro. Mas se não formos organizados de nada vai adiantar. A tecnologia realmente funciona aliada ao planejamento e a organização.  Executar várias tarefas em nosso computador sem um planejamento sistemático pode trazer uma grande perda de tempo e nervosismo ao não achar os arquivos e informações que precisamos no momento

Automação sem organização é o caos

Há pessoas que se dizem organizada no caos. Afirmam que o caos traz a criatividade que necessitam. Eu particularmente não acredito. Penso que se essas pessoas tentassem ser criativas em um ambiente organizado, suas mentes poderiam “viajar” mais longe, sem empecilhos. De qualquer forma, a organização é essencial para profissionais que desejam aumentar sua produtividade e ter mais tempo para sua vida pessoal.

Sempre temos a possibilidade de analisar o que fazemos e ter uma organização mais inteligente para trabalhar. Atualmente muitas atividades mecânicas podem ser substituídas pela automação, proporcionando mais tempo para desenvolvimento de nossos talentos e conhecimento. De acordo com estudos 51% dos profissionais, gastam mais de 1 hora diária localizando informações. Temos que permanentemente pensar em organizar nosso trabalho de forma sistemática, utilizando-se das tecnologias que estão sendo oferecidas.

Com a enxurrada de informações gratuitas e baratas que nos são oferecidas diariamente, aliada a uma crescente ansiedade de obter mais conhecimento por medo de ficar desatualizado, faz com que prestemos muita atenção há uma possível nova patologia moderna. A necessária seleção de informações e a disciplina em saber determinar períodos de descanso, tornam-se essenciais para uma vida saudável, sem estresse.

 

A dieta da informação em nosso íntimo

Mesmo quando estamos sem nos atualizar com novas informações, nossa mente insiste em continuar pensando nas informações anteriores, em resolução de problemas e numa enorme gama de besteiras. Nossa mente está cheia de lixos mentais que adquirimos em nosso dia a dia, tanto nos meios digitais como físicos.

Além dessa enxurrada incessante de informações causar estresse, os pensamentos negativos, pessimistas, de vingança e outros, criam uma psicosfera em nosso redor nada promissora, além de ter consequências em nosso corpo na forma de doenças.

Dessa forma a dieta da informação também se dá em nosso íntimo, através de uma prática de não cultivar pensamentos negativos e ainda possuir uma disciplina de parar os pensamentos desnecessários, que não servem para nada, que não são para aquele momento.

Você perceberá que a maioria de nossos pensamentos são supérfluos, que não necessitamos para aquele momento. Uma boa disciplina através de análise dos pensamentos fara você perceber isso, abrindo espaço para momentos relaxantes e aumentando a produtividade com pensamentos que realmente são importantes.

 

Dicas resumidas:

  • Selecione as informações que entrarão em sua mente
  • Não desperdice seu tempo com informações que não são relevantes para você
  • Estabeleça tempos determinados para acessar as redes sociais, email e WhatsApp
  • Pare de olhar as redes sociais e os canais de comunicação pelo menos 1 horas antes de dormir
  • Fique um dia da semana sem acessar as redes sociais e os canais de comunicação

Nos últimos anos no Brasil o número de empresas que fecharam suas portas foi superior às que abriram. A maioria não possuía um ano de idade. Apesar disso, a abertura de novos negócios não para de crescer, demonstrando a grande vocação do brasileiro de ser empreendedor. O que está acontecendo?

Só no Brasil em 2015 foram fechadas 713.600 mil empresas, dessas 68,5%, ou 408.400, tinham até um ano de existência. Claro que muitos fatores influenciam esse quadro aterrador, destruidor de sonhos. A crise econômica, as dificuldades burocráticas e os altos impostos são alguns desses fatores. Mas sempre é bom lembrar, que apesar do grande índice de falências, houve sobreviventes, houve empreendedores que venceram, houve oportunidades aproveitadas.

O maior erro do empreendedor é pensar que como grande conhecedor de sua profissão, especialista no que faz, também entenderá do funcionamento da empresa que executa o seu trabalho. Por mais que essa empresa seja focada no serviço que executa, há uma enorme distância no entendimento de ambas. Michael Gerber, autor do livro O Mito do Empreendedor, denomina a obsessão de seguir esse erro de a “doença do empreendedorismo”. E essa doença é uma das grandes causas da falência que existe no Brasil e no mundo.

Por isso a importância vital da mindset do empreendedor, da sua compreensão e visão do negócio e não somente atender o impulso de sair de seu emprego e abrir algo para si. Essa é, justamente, a doença que Gerber se refere, quando a vontade de ter seu próprio negócio te sega a ponto de não perceber nada em volta. O que é muito comum nas pessoas que chegam em momento da vida que se questionam sobre seu emprego, seu salário, na sua valorização em relação a seu conhecimento. Começam a imagina como poderia ser melhor suas vidas se elas fossem donas de seus próprios negócios. Imaginam que como boas profissionais no que fazem, digamos uma cozinheira, uma chef de cozinha, poderiam abrir um restaurante, ganhar muito mais dinheiro e estipular seus horários no domínio de seus próprios negócios. Isso se torna uma doença quando essa ideia não sai da cabeça, quando o dia a dia fica sem graça e só se consegue pensar em abrir um negócio como se fosse a tábua da salvação.

A cozinheira, chef de cozinha, pede demissão, investe os recursos que ganhou na rescisão e pega um pequeno empréstimo para a abertura do negócio. O restaurante fica lindo, tudo parece lindo  e…. Depois de algum tempo percebe que ter um negócio é muito mais do que fazer aquilo que ama, é muito mais do que cozinhar… percebe que não domina o seu tempo e que trabalha muito mais para conseguir se sustentar. Além de estar na cozinha, ela tem que cuidar dos funcionários, das compras, da manutenção do estabelecimento, das contas… chega um momento que aquela sua vocação de cozinhar, aquele amor que tinha pela cozinha se transforma em um fardo, que a cada dia fica mais pesado para carregar.

Pode parecer um pouco batido o que escrevo, mas infelizmente é enorme o número de empreendedores que abrem um negócio achando que por serem bons técnicos, bons profissionais em suas atividades também serão bons empresários. São coisas diferentes: ser empreendedor também é um trabalho que demanda características e vocações distintas. E o reflexo disso são essas milhares de empresas que fecham suas portas todos os anos no Brasil.

Pessoalmente passei por uma experiência dessas. Apesar de ter permanecido mais tempo em funcionamento do que a média das empresas no Brasil, também fechei as portas por falta de conhecimento e planejamento. Sou jornalista e como tal trabalhava em jornais e revistas no Rio de Janeiro. Adorava meu trabalho de escrever, apurar informações que fossem relevantes para a sociedade. Imaginei que o meu conhecimento técnico e minha experiência como jornalista seriam o suficiente para abrir uma editora e lançar uma revista. Encontrei um nicho interessante para posicionamento: seria uma revista para turistas que visitavam a cidade do Rio de Janeiro. Na época havia apenas um guia que trazia essas informações, que na minha avaliação era bem ruinzinho. Além de planejar fazer algo melhor, a revista seria distribuída nos quartos de hotéis quatro e cinco estrelas da cidade! Bingo, era uma estratégia certeira para alcançar o público-alvo. Organizei uma pequena redação e contratei um vendedor para os anúncios, que logo se mostrou ineficiente. Acabei assumindo a área comercial junto com outra pessoa, já que sem anúncio a revista não teria dinheiro para ser impressa e se sustentar. Passava os dias na rua em reuniões com comerciantes e com órgãos governamentais e empresariais do setor de turismo, apresentando a revista. Quando estava na redação, grande parte do tempo era para marcar novas reuniões comerciais, fazer a administração das contas e discutir problemas com os jornalistas. Não tinha mais tempo para o trabalho que adorava fazer, de apurar informações e de escrever reportagens. Via meus colegas jornalistas fazendo esse trabalho e sentia saudades… até que um dia, exausto depois de horas e horas trabalhando na venda de anúncios, sentei com minha esposa em uma montanha e disse que não era aquilo que queria fazer quando lancei a revista há três anos. Não queria ser um vendedor, administrador. Minha vocação é escrever e não estou mais fazendo isso. Vou fechar a revista. E por mais que a revista estivesse indo razoavelmente bem, não pensei duas vezes e fechei.

Poderia ter pensado em venda-la, conseguir um sócio, mas estava tão traumatizado com a experiência, com aquele sonho que havia se transformado em pesadelo, que simplesmente fechei sem mais delongas. Essa experiência apesar de traumática me trouxe muitos ensinamentos, entre eles a consciência do erro que cometi quando achei que como jornalista seria um ótimo dono de revista e nessa posição exerceria minha profissão que amava, escrevendo muito mais.

Há casos de sucesso? Claro, muitos. Mas como tudo na vida, deve ser estudado, analisado e planejado. Abrir um negócio, ser um empreendedor é maravilhoso, pode ser a realização de um sonho, mas pode transformar-se em um pesadelo e traumatizar.

Todos temos uma missão nessa vida. Mas quase ninguém consegue vivenciá-la, seja porque não a percebeu ou porque a esqueceu.

Algumas vezes, na juventude essa missão fica mais clara. Se apresenta como sonhos s serem realizados. Aos poucos, as dificuldades e as provas da vida nos levam a outros caminhos e acabamos nos esquecendo de nossa missão. Mal sabendo que são justamente essas provas que são necessárias para alcançar os nossos sonhos.

Quando seguimos nossa missão, o Universo conspira a nosso favor. Mas nunca é fácil e nem tranquilo. Provas e expiações estão sempre no caminho. Segui andando com fé em sua missão!

Quando nos desviamos de nossa missão, seguindo caminhos desarmônicos, o sinal mais claro são as doenças, que quase sempre nascem na alma. Quando nossas ações e pensamentos seguem em direção contrária de nossos sonhos, a fluidez da alma diminui, a energia que circula em nosso ser é bloqueada, nosso corpo entra em desequilíbrio e as doenças começam a surgir.

Passada essa passagem pela terra, o remorso nos corrói por termos desperdiçado uma vida inteira. Por temos nos esquecido de nossa missão ou por temos a trocado por experiências efêmeras e bens materiais.

Não é preciso esperar as doenças chegarem para acordar e mudar o caminho. Todos temos uma missão que nos leva a plenitude e a felicidade. Para encontrá-la, mergulhe em seu íntimo. Para segui-la, tenha fé e força de vontade.

 

Quando pensamos em alvos e metas temos que considerar que existe um caminho, uma jornada para chegar a eles. Gosto de comprar essa busca a uma viagem. Com um destino definido, mas com um percurso a percorrer até chegar.

Digamos que nossa viagem seja para a Itália e nossa meta conhecer Veneza, seus inúmeros canais, andar de gôndola e saborear as iguarias venezianas a beira do rio. Para se chegar a esse objetivo teremos que percorrer um longo caminho. A viagem de cada pessoa começa a diferenciar-se nesse percurso. Alguns preferirão contratar uma operadora de turismo que organizará tudo, não terão preocupações, praticamente fecharão os olhos e acordarão em Veneza. Outros farão esse percurso descobrindo por si mesmo o caminho, passando trabalho, conhecendo pessoas e locais novos. No final, todos chegarão a Veneza, uns antes outros depois, uns com suas bagagens intactas, iguais de quando partiram, outros com uma bagagem cheia de experiências novas, conhecimentos e histórias para contar.

Assim é a vida. Quando traçamos metas e alvos para serem alcançados temos inúmeros caminhos para escolher. Essa jornada é definida por nós, muitas vezes os caminhos mais curtos não trazem os resultados esperados. Muitas vezes os caminhos mais longos são mais educativos e apesar de demorarem mais para alcançar o alvo, são mais produtivos e compensadores. Tão importante quanto chegar ao alvo é a jornada até ele. Temos que ter em mente nosso alvo e vivenciarmos por completo a jornada até ele, aproveitando as oportunidades, sem ansiedade, mas sem procrastinação.

Quando fui para o Peru com um amigo historiador nosso objetivo era conhecer Machu Picchu. Poderíamos ter pego um avião até Lima, outro até Cuzco e um trem até a cidade sagrada dos Incas. Mas resolvemos fazer uma jornada diferente: percorrer de ônibus e trem toda a extensão entre Rio de Janeiro e Cuzco, visitando inúmeras localidades nos andes. A viagem que poderia ter durado algumas horas até Cuzco durou uma semana. Poderia-se pensar que foi uma perda de tempo, mas a experiência adquiria foi riquíssima e com resultados surpreendentes ao final.

Chegando em Cuzco, poderíamos ter pego um trem direto para Machu Picchu, mas a jornada até lá nos deixou tão aberto a novas experiências que por “um acaso” encontramos um mapa antigo em um sebo de Cuzco. O mapa descrevia uma rota desconhecida para Machu Picchu usada por soldados incas. Isso brilhou nossos olhos, ficamos entusiasmados, mas analisando o mapa percebemos que existiam passagens difíceis a cinco mil metros de altitude e que a trilha era bastante deserta. Decidimos nos preparar. E uma nova jornada teve início para chegarmos ao nosso objetivo: agora percorreríamos trilhas incas menores no Vale Sagrado, até nos sentirmos preparado.

Depois de dez dias nos preparando, resolvemos partir em direção a trilha desconhecida para a cidade sagrada dos incas no meio de vales e montanhas imensas. Uma jornada incrível de seis dias no meio da natureza que testou nossos limites e nos aprofundou no autoconhecimento. A chegada em Machu Picchu ao amanhecer sem nenhum visitante foi emocionante. Com certeza bem diferente da chegada que poderíamos ter feito de trem e que duraria apenas algumas horas. A jornada tinha nos modificado, tínhamos aprendido muitas coisas. E não ficou por aí, essa jornada transformou-se em reportagens de revistas e posteriormente em livro. No final, a jornada tornou-se mais importante que o próprio destino; e a meta que era conhecer um local tornou-se a realização de publicar um livro.

A jornada é tão importante quanto as metas. É essencial termos metas, alvos a serem alcançados, mas a jornada para alcança-los é igualmente essencial. Foco nas metas é importante. Precisamos disso para seguir com força e entusiasmo. Mas não podemos fechar nossos olhos na jornada. Temos que estar com os olhos abertos para as oportunidades que surgem no caminho. Temos que estar com a mente aberta, observando a realidade como ela é.

Não podemos esperar que sejamos felizes apenas quando alcançarmos nosso alvo. Não podemos pensar que enquanto não alcançarmos as metas teremos que sofrer e passar por necessidades. A jornada apesar de poder ser dura e algumas vezes até penosa, tem que nos satisfazer. Tenhamos em mente que aprendemos muito durante a jornada, em suas provas e desafios.  Gandhi dizia “Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o próprio caminho”.

Nesses anos de trabalho, percebo que um dos grandes problemas das empresas, tanto grandes como pequenas é a comunicação. É não saber se comunicar com o seu cliente, seu público alvo. E quando falo de comunicação, não estou falando apenas nas redes sociais, nas propagandas. A comunicação está em tudo, desde como você recebe o cliente, a decoração de sua loja, escritório, como você apresenta sua empresa, apresenta seus produtos, esta nos seus funcionários, como eles estão, como se vestem, como tratam o cliente. A comunicação está na maneira que você trata a sociedade, a cidade, o mundo externo da empresa. Enfim a comunicação envolve todas as ações da empresa tornando-se essencial para o sucesso da empresa. É importante ressaltar que essa comunicação com o público alvo tem que ser verdadeira, tem que exprimir realmente a filosofia da empresa, as características reais do produto ou serviço. Não dá para mentir ou enganar. O cliente sente ou vai descobrir na primeira experiência que tiver. Então a primeira dica é: vamos ser verdadeiros, claros e direto. Se acreditamos em nosso produto ou serviço não há o que temer.

 

O mar estava bonito, no horizonte ondas estouravam em cadência quase perfeitas. Já havia uma galera, alguns manobrando com maestria aquelas paredes que da praia pareciam pequenas. Resolvi surfar depois de quatro meses me recuperando de uma contusão no cotovelo, que tinha o apavorante nome de epicondilite.

Entrei animado apesar da água gelada. Para chegar no outside havia um longo caminho a ser percorrido. As ondas estavam fortes e constantes e apesar das remadas incessantes a espuma fazia retroceder em direção à areia. Os outros surfistas que entraram comigo foram se distanciando e me deixando para trás. Aos poucos o entusiasmo passava e dava lugar a um sentimento de fracasso. Por mais que eu remasse, não conseguia avançar, pior apenas retrocedia. Finalmente desisti e sai com muita raiva, como não tinha ninguém para colocar a culpa, sentia raiva de tudo. Sai chutando a água, mordendo a prancha.

Isso me fez pensar se não é assim que agimos muitas vezes com nossa vida e com o nosso trabalho. Quando vislumbramos algo que queremos fazer profissionalmente, uma posição que queremos alcançar, um estilo de vida que queremos ter; será que nos preparamos para isso? Ou simplesmente nos jogamos na água atrás das ondas perfeitas, sem preparo, sem planejamento ou observação da situação?

Na minha tentativa de surfar percebi claramente que não estava preparado, não era culpa de ninguém. Era apenas uma falta de visão impulsionado por um entusiasmo cego. O entusiasmo é essencial, é a força da ação, mas o que adianta uma ação burra? Se meu objetivo era pegar aquelas ondas eu teria que ter um plano para me preparar, um planejamento de condicionamento físico e porque não psicológico também. Assim deve ser em nossa vida, em nosso trabalho. Se quisermos chegar em algum lugar devemos nos preparamos. Primeiro visualizar o tipo de tipo de vida, o trabalho que queremos e depois planejá-lo para alcançar.

Importante lembrar que mesmo com toda a preparação, no meio do caminho haverá inúmeros percalços, ondas fortes que o farão retroceder. Mas esteja certo que sem o preparo seria bem pior.

Mas isso não quer dizer que não vale a pena as tentativas sem o devido preparo. Pelo contrário, as tentativas fracassadas são fundamentais para termos a consciência que não estamos preparados suficientes e que temos que nos melhorar.

Além disso, depois que passa a raiva de não conseguir, depois que tentamos culpar os outros, quando o problema está unicamente em nós, depois disso, há uma satisfação interna, por termos tentado. Quando cheguei em casa depois da tentativa frustrada do surf já estava bem, um cansaço gostoso me invadiu o corpo e a esperança de conseguir surfar aquelas ondas depois de um bom treinamento tomou conta de mim. Agora eu tinha um objetivo claro e sabia como alcança-lo.