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É muito comum reclamar dos outros. É muito comum ouvirmos alguém reclamar de outra pessoa. É muito comum nós reclamarmos de outra pessoa. Apontar os erros e defeitos dos outros é algo muito comum e usual no trabalho, em casa, nas redes sociais, nas conversas entre amigos.

Fazemos isso por que certas atitudes nos tocaram de alguma forma, nos fazem sofrer, nos deixam angustiados, diminuídos, ansiosos, inseguros… De alguma forma essas atitudes nos tocaram e nossa mente logo começa a analisar e criar pensamentos. Vem aquela vontade de falar, de transferir esses pensamentos, de desabafar, de reclamar do outro.

Psicologicamente dizem que o desabafo é necessário para manter o equilíbrio mental. Mas quando falamos mal de alguém, estramos prolongando uma ideia negativa em quem ouve. E esse desabafo, essa reclamação pode aliviar a sua mente momentaneamente, mas não irá apagar o sentimento de seus pensamentos.

Quando começamos a reclamar dos outros, a apontar seus defeitos, seus erros, suas faltas conosco entramos em uma vibração que nada contribui para resolver o problema. Entramos em um círculo de pensamentos que não nos leva a lugar algum. Nos deixamos dominar por emoções, ideias e opiniões originadas e criadas por nossos pensamentos. Criadas pelo nosso modo de ver o mundo, da nossa perspectiva de ver as atitudes dos outros.

Que tal nesse momento imaginarmos como esse outro nos vê. O que esse outro acha de nós, que erros e defeitos ele percebe em nós.

Ou melhor ainda, que tal percebermos quais são as nossas falhas, quais são nossos defeitos.

Vamos perceber, que temos muitos problemas, que temos muitos defeitos, que praticamos muitos erros. Que muito mais digno é tentarmos corrigir nossos erros e defeitos do que apontar os dos outros.

Então quando estamos muito chateados com alguém, naquele círculo vicioso de pensamentos críticos, analisando e apontando seus erros; o melhor a fazer é procurar o refúgio de nossa consciência.

Tomando consciência que aquilo são julgamentos pessoais, criados pelo nosso pensamento e originados apenas de um ponto de vista: o nosso.

Vamos tomar consciência que nós também possuímos muitos defeitos e cometemos muitos erros. Que mais importante que apontar os erros dos outros seria consertar os nossos.

E nisso mergulhamos em nosso íntimo.  Tomamos consciência de nosso ser, de nossa vida, de nosso momento presente. Essa consciência liberta, pelo menos por algum momento dos elementos tóxicos de nosso pensamento, emoção e sofrimento. Nos trazendo momentos de paz, tranquilidade e serenidade, junto com a vontade de mudança interior.

Isso é transmutar!!!!

Nem tudo em nossa vida é como desejamos. Podem acontecer vários fenômenos incluindo alguns que nos farão sofrer, fenômenos imprevistos que acontecem de repente e mudam o rumo de nossa vida. Mas em qualquer circunstância temos sempre o livre arbítrio para escolhermos qual será nossa reação.

Em qualquer situação sempre há duas, ou mais, opções para escolher. Se não conseguimos vislumbrá-las é por que não estamos com a serenidade necessária para ver, porque elas estão lá. E é muitas vezes essa possibilidade de opções que nos deixa em dúvida e nos faz irmos para caminhos tortuosos. Se houvesse apenas um caminho, apenas uma opção, a vida poderia ser mais fácil e mais segura.

A vida nos proporciona liberdade total para fazermos o que quisermos, para seguir em qualquer um dos caminhos escolhidos. É por causa disso que existem leis e normas humanas no campo jurídico, ético e religioso, que servem para balizar nossa conduta. Elas auxiliam em nossas escolhas, mostrando o que é certo e errado. Essas regras regulam principalmente as relações sociais, da vida do homem na sociedade, e variam de acordo com a época e os costumes.

Mas como saber qual o caminho a tomar quando as decisões se referem ao âmbito pessoal,  de ordem emocional? Na incerteza do que se deve fazer em uma circunstância, o justo é perguntar-se a si mesmo como desejariamos que os outros fizessem com nós. Essa é a lei da consciência, uma lei natural que está dentro de nós, bastando busca-la internamente.

Outra lei natural que devemos lembrar sempre em nossas decisões, é a lei da reciprocidade. Tudo que fizemos aos outros volta para nós, de uma forma ou de outra, nessa ou em outra vida. Dessa forma, se optarmos por decisões que levem o Amor em consideração,  com certeza o universo conspirará a nosso favor, ao nosso bem.

Assim, tendo consciência de nossa liberdade em escolher caminhos diversos, sabemos que nosso destino está em nossas mãos, que sempre, em qualquer situação, haverá uma ou mais opções para escolhermos. Perguntemos então, o que gostaríamos que fizessem conosco e façamos com amor. Se assim o fizermos, os caminhos abertos pela intensão do bem serão floridos pelo retorno natural do universo.