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Porque vivemos? Essa é uma das questões mais enigmáticas e profundas da humanidade. Questionada desde que o homem tomou consciência de sua vida a milhares de anos atrás. Todos possuem uma resposta, por mais nebulosa ou confusa que ela seja em nossa mente. Porque essa resposta é a “visão” da vida, é como se encara a existência. A Visão da vida influencia todas as nossas ações e reações. Influencia os pensamentos, as relações com o outro, o trabalho, enfim, tudo na vida.

A visão da vida é muito distinta de pessoa para pessoa. Leva em conta seus valores, suas crenças, seu grau evolutivo. Se perguntarmos para uma pessoa “porque ela vive? ” e ela responder que é para ter sucesso profissional, ganhar muito dinheiro, sustentar a família e depois quando tudo acaba com a morte, deixar muitos bens para os filhos; a visão da vida será muito diferente de uma pessoa que se responder que viver é ajudar a construir um mundo melhor, auxiliando os outros e a família, em busca da evolução espiritual junto a Deus.

A visão de vida de uma e de outra é completamente diferente e suas ações e decisões diárias também serão. De um lado temos uma pessoa materialista, que não acredita em Deus e acha que tudo acaba depois da morte. O motivo de sua vida é crescer materialmente e proporcionar isso a sua família. Por outro lado, temos uma pessoa voltada para o espiritual, que percebe e sente as dores do ser humano.

Em toda a nossa história o homem tentou responder essa pergunta utilizando-se da religião, da ciência e da filosofia. No entanto, essas áreas sempre caminharam muito distantes uma das outras, fazendo que as pessoas tivessem que escolher e tomar partido de apenas uma delas. Ou você era cientista, ou religioso ou humanista. Ou era materialista ou espiritualista.

Felizmente atualmente com o avanço da ciência começa-se a provar há vida após a morte, e que por consequência, que existe algo além do corpo; que existe uma inteligência eternas e imutáveis no universo, chamada de Deus. Por outro lado, as religiões começam a desarmar seus domas de dominação, transformando o amor ao próximo seu objetivo maior. E a filosofia une de forma holística todos esses conhecimentos.

Hoje ciência e espiritualidade caminham juntas na medicina, física, psicologia e outras áreas. Estamos chegando em um momento de união, podemos acreditar em Deus e na ciência. O Homem pode ser espiritual e utilizar-se do material para seu melhoramento e conforto.

Nos últimos anos no Brasil o número de empresas que fecharam suas portas foi superior às que abriram. A maioria não possuía um ano de idade. Apesar disso, a abertura de novos negócios não para de crescer, demonstrando a grande vocação do brasileiro de ser empreendedor. O que está acontecendo?

Só no Brasil em 2015 foram fechadas 713.600 mil empresas, dessas 68,5%, ou 408.400, tinham até um ano de existência. Claro que muitos fatores influenciam esse quadro aterrador, destruidor de sonhos. A crise econômica, as dificuldades burocráticas e os altos impostos são alguns desses fatores. Mas sempre é bom lembrar, que apesar do grande índice de falências, houve sobreviventes, houve empreendedores que venceram, houve oportunidades aproveitadas.

O maior erro do empreendedor é pensar que como grande conhecedor de sua profissão, especialista no que faz, também entenderá do funcionamento da empresa que executa o seu trabalho. Por mais que essa empresa seja focada no serviço que executa, há uma enorme distância no entendimento de ambas. Michael Gerber, autor do livro O Mito do Empreendedor, denomina a obsessão de seguir esse erro de a “doença do empreendedorismo”. E essa doença é uma das grandes causas da falência que existe no Brasil e no mundo.

Por isso a importância vital da mindset do empreendedor, da sua compreensão e visão do negócio e não somente atender o impulso de sair de seu emprego e abrir algo para si. Essa é, justamente, a doença que Gerber se refere, quando a vontade de ter seu próprio negócio te sega a ponto de não perceber nada em volta. O que é muito comum nas pessoas que chegam em momento da vida que se questionam sobre seu emprego, seu salário, na sua valorização em relação a seu conhecimento. Começam a imagina como poderia ser melhor suas vidas se elas fossem donas de seus próprios negócios. Imaginam que como boas profissionais no que fazem, digamos uma cozinheira, uma chef de cozinha, poderiam abrir um restaurante, ganhar muito mais dinheiro e estipular seus horários no domínio de seus próprios negócios. Isso se torna uma doença quando essa ideia não sai da cabeça, quando o dia a dia fica sem graça e só se consegue pensar em abrir um negócio como se fosse a tábua da salvação.

A cozinheira, chef de cozinha, pede demissão, investe os recursos que ganhou na rescisão e pega um pequeno empréstimo para a abertura do negócio. O restaurante fica lindo, tudo parece lindo  e…. Depois de algum tempo percebe que ter um negócio é muito mais do que fazer aquilo que ama, é muito mais do que cozinhar… percebe que não domina o seu tempo e que trabalha muito mais para conseguir se sustentar. Além de estar na cozinha, ela tem que cuidar dos funcionários, das compras, da manutenção do estabelecimento, das contas… chega um momento que aquela sua vocação de cozinhar, aquele amor que tinha pela cozinha se transforma em um fardo, que a cada dia fica mais pesado para carregar.

Pode parecer um pouco batido o que escrevo, mas infelizmente é enorme o número de empreendedores que abrem um negócio achando que por serem bons técnicos, bons profissionais em suas atividades também serão bons empresários. São coisas diferentes: ser empreendedor também é um trabalho que demanda características e vocações distintas. E o reflexo disso são essas milhares de empresas que fecham suas portas todos os anos no Brasil.

Pessoalmente passei por uma experiência dessas. Apesar de ter permanecido mais tempo em funcionamento do que a média das empresas no Brasil, também fechei as portas por falta de conhecimento e planejamento. Sou jornalista e como tal trabalhava em jornais e revistas no Rio de Janeiro. Adorava meu trabalho de escrever, apurar informações que fossem relevantes para a sociedade. Imaginei que o meu conhecimento técnico e minha experiência como jornalista seriam o suficiente para abrir uma editora e lançar uma revista. Encontrei um nicho interessante para posicionamento: seria uma revista para turistas que visitavam a cidade do Rio de Janeiro. Na época havia apenas um guia que trazia essas informações, que na minha avaliação era bem ruinzinho. Além de planejar fazer algo melhor, a revista seria distribuída nos quartos de hotéis quatro e cinco estrelas da cidade! Bingo, era uma estratégia certeira para alcançar o público-alvo. Organizei uma pequena redação e contratei um vendedor para os anúncios, que logo se mostrou ineficiente. Acabei assumindo a área comercial junto com outra pessoa, já que sem anúncio a revista não teria dinheiro para ser impressa e se sustentar. Passava os dias na rua em reuniões com comerciantes e com órgãos governamentais e empresariais do setor de turismo, apresentando a revista. Quando estava na redação, grande parte do tempo era para marcar novas reuniões comerciais, fazer a administração das contas e discutir problemas com os jornalistas. Não tinha mais tempo para o trabalho que adorava fazer, de apurar informações e de escrever reportagens. Via meus colegas jornalistas fazendo esse trabalho e sentia saudades… até que um dia, exausto depois de horas e horas trabalhando na venda de anúncios, sentei com minha esposa em uma montanha e disse que não era aquilo que queria fazer quando lancei a revista há três anos. Não queria ser um vendedor, administrador. Minha vocação é escrever e não estou mais fazendo isso. Vou fechar a revista. E por mais que a revista estivesse indo razoavelmente bem, não pensei duas vezes e fechei.

Poderia ter pensado em venda-la, conseguir um sócio, mas estava tão traumatizado com a experiência, com aquele sonho que havia se transformado em pesadelo, que simplesmente fechei sem mais delongas. Essa experiência apesar de traumática me trouxe muitos ensinamentos, entre eles a consciência do erro que cometi quando achei que como jornalista seria um ótimo dono de revista e nessa posição exerceria minha profissão que amava, escrevendo muito mais.

Há casos de sucesso? Claro, muitos. Mas como tudo na vida, deve ser estudado, analisado e planejado. Abrir um negócio, ser um empreendedor é maravilhoso, pode ser a realização de um sonho, mas pode transformar-se em um pesadelo e traumatizar.

Todo mundo um dia pensa em mudar de área de atuação, de emprego, de empresa. E não é somente uma vez na vida, para algumas pessoas são várias vezes, dezenas de vezes. O que é muito natural e saudável. Querer mudar para melhorar, para ganhar mais, para realizar sonhos é maravilhoso. Até porque não existe nenhum lugar ou empresa perfeitos. Simplesmente não existe. E todos, sejam empregados, colaboradores, chefes e diretores, um dia vão querer mudar suas vidas.

Mudar é maravilhoso, viver novas experiências, conhecer novas pessoas, buscar concretizar uma ideia. Existem muitas histórias de sucesso profissional a partir de mudanças, algumas radicais. Mas existem também histórias de decepção e fracasso. Como avaliar se a mudança será positiva ou não?

Há vários métodos, mas gosto de utilizar um bem simples: analisar a situação em duas áreas, a emocional e a racional.

Na emocional temos que levar em conta nossa personalidade, se mais cômoda ou se mais proativa, mais conservadora ou mais revolucionária. Posteriormente responda a pergunta: estou feliz com que estou fazendo? Gostaria de fazer outra coisa? Não esqueça de levar em consideração que achamos as coisas dos outros sempre melhores, o trabalho do outro melhor, a vida do outro melhor. Existe uma espécie de vitimização interna.

Mas uma coisa é certa, em todas as empresas teremos problemas, em todo o trabalho dificuldades, em todo o casamento discussão. Temos que ter claro que muitas vezes só trocamos de endereço. Agora, se estamos realmente insatisfeitos como nosso trabalho, temos uma busca pessoal que segue por outro caminho, aí temos que pensar na mudança.

Sugiro escrever tudo no papel quando a crise aparecer e fazer uma avaliação interna, com seu EU. Reparta o papel em dois, pontos emocionais e racionais. E divida esses dois pontos em positivo e negativo. Vá analisando, escrevendo, você verá que no final chegará em uma conclusão acertada.

E o lado racional? Esse me parece mais fácil de ser analisado, por que lidamos com informações e dados. Faça uma avaliação do mercado profissional que você atua, ou que quer atuar, há oportunidades? E você como profissional é competitivo nesse mercado? Está qualificado? No lado racional temos que analisar nossa situação financeira, as vantagens e desvantagens do ganho mensal que está tendo e que poderá ter.

Essa não é uma análise para se fazer em um dia, precisa-se de pesquisa e principalmente de uma conversa com seu próprio EU. Claro, não esqueça de incluir a sua família, ela é parte essencial na sua vida e deve ser incluída em seu planejamento. Uma dica: não tenha pressa, analise, pesquise, fale com os amigos, com profissionais, tente visualizar os cenários.

Se traduzirmos para o português, LifeStyle Design significa Projeto de Estilo de vida. Ou seja, você planejar como gostaria de viver, com que estilo. Isso vem bem de encontro à realidade de hoje em dia, que mudou completamente em relação ao passado. Antigamente, a pessoa entrava em uma empresa para passar a vida toda dentro dela, subir de postos lá dentro e sonhar com a aposentadoria, quando poderia realmente aproveitar a vida… Antigamente, fazer uma faculdade era sinônimo de garantia de futuro. Hoje nada disso funciona. Cursar uma faculdade é excelente, mas não garante nada, fazer uma carreira dentro de uma única empresa, quase impossível…

Hoje as pessoas são muito mais empreendedoras, possuem vários trabalhos, fazem diversas atividades. Muitos não tem horário fixo, trabalham em casa ou ainda são nômades digitais, trabalham no computador viajando pelo mundo. Ou seja, aquela estabilidade de um emprego para o resto da vida, está sumindo… Com exceção do funcionalismo público.

E é nesse cenário que o LifeStyle Design começa a ser importante para as pessoas. Porque essa insegurança pode trazer vários sintomas emocionais como ansiedade, medo, depressão e outros. Quando você planeja a sua vida, cria objetivos e metas, a jornada torna-se mais clara e faz mais sentido.

O LifeStyle Design não é apenas imaginar o que se quer fazer, sonhar como gostaria de viver. Quando falamos em Design estamos falando de um plano para resolver um problema, utilizando-se de estratégias e ferramentas para alcançar os objetivos. Então no LifeStyle Design definimos

a ideia de como gostaríamos que fosse nosso estilo de vida, com que gostaríamos de trabalhar, como gostaríamos de fazer isso, em que local e fazemos um planejamento estratégico para isso utilizando-se de ferramentas mercadológicas para alcançar o objetivo desejado.